BigHug App
AplicativosBigHug App

Redesign estratégico da experiência do BigHug App
Um estudo de caso sobre como a pesquisa de usuário e uma biblioteca de componentes transformaram a usabilidade de um aplicativo de impacto social.
Meu Papel: Product Designer (UI/UX), atuando como a única designer em um time com cinco desenvolvedores da Apple Developer Academy. Fui responsável por todo o ciclo de design, da pesquisa e estratégia à entrega da interface final e à criação da biblioteca de componentes.
O Desafio: O BigHug possuía uma missão poderosa, mas sua interface original falhava em converter intenção em ação. Os usuários não compreendiam a conexão entre doar e ser recompensado, resultando em baixo engajamento e uma alta taxa de abandono no fluxo principal do produto.
A Solução: Conduzi um redesenho completo focado na clareza da jornada do usuário. Simplifiquei a arquitetura da informação, criei uma interface visualmente mais clara e implementei componentes que aceleraram o desenvolvimento e garantiram consistência para futuras evoluções.
Impacto Principal: O novo design estabeleceu um fluxo de doação intuitivo e sem atritos, validado por stakeholders e testes de usabilidade. A implementação da biblioteca de componentes otimizou o workflow de desenvolvimento, permitindo que a equipe construísse e testasse novas funcionalidades com mais agilidade e autonomia.
Escopo: UI/UX, Product Design, Design System, Teste de usabilidade
❋2018

O Contexto e o Desafio: a desconexão entre missão e produto 💬
O BigHug App nasceu com a missão de conectar doadores a causas sociais através de um modelo de recompensa inovador: a chance de ganhar experiências únicas.
Apesar da proposta de valor forte, o produto enfrentava um desafio crítico: a experiência do usuário era confusa. O app misturava campanhas de doação com um feed de conteúdo de celebridades, similar a uma rede social. Essa abordagem, que era uma hipótese inicial dos stakeholders, na prática, diluía o foco principal.
O problema central era:
• Falta de clareza: usuários não entendiam como suas doações se conectavam às recompensas.
• Fluxo quebrado: o caminho para realizar a doação era longo, com muitos passos e distrações.
• Baixo engajamento: a confusão na interface levava ao abandono do aplicativo antes que a ação principal fosse concluída.
Nossos objetivos para o redesenho de seis meses eram claros:
1. Simplificar o fluxo de doação.
2. Tornar a proposta de valor (doar para concorrer) imediatamente compreensível.
3. Criar uma base de design escalável para o futuro do produto.
O processo: da Incerteza à clareza 🎯
Como única designer, adotei uma abordagem estruturada para garantir que minhas decisões fossem baseadas em evidências e estivessem alinhadas tanto às necessidades do usuário quanto aos objetivos do negócio.
Mergulhei no universo das doações online e do engajamento social.
Benchmarking: analisei apps de doação, plataformas de crowdfunding e redes sociais de sucesso. O principal insight foi que as plataformas mais eficazes apresentavam um Call to Action (CTA) singular e extremamente visível. Elas não tentavam ser tudo ao mesmo tempo.
Entrevistas com usuários: conduzi entrevistas remotas com usuários ativos da versão antiga. O feedback foi unânime: “Eu acho a ideia legal, mas não entendo direito como funciona” e “Tem muita informação na tela, eu me perco.” Essa foi a validação necessária para desafiar a ideia original de um feed “tudo junto”.
Esses achados foram cruciais para redefinir a estratégia do produto e focar em uma jornada linear e clara.
Com os insights em mãos, o primeiro passo foi reestruturar a arquitetura da informação. Separei completamente o fluxo de “descobrir e doar” do fluxo de “consumir conteúdo”. Criei wireframes para validar os novos fluxos com stakeholders e desenvolvedores, garantindo alinhamento e viabilidade técnica desde o início — o que economizou horas de retrabalho de design e código.
O valor de uma biblioteca de componentes organizada foi triplo
• Agilidade: Permitiu que a equipe de desenvolvimento construísse telas de forma independente, sem a necessidade de consultar o design para cada detalhe.
• Consistência: Garantiu uma experiência de usuário coesa e uma identidade visual forte em todo o aplicativo.
• Escalabilidade: Deixou um legado técnico e de design que facilitaria a adição de novas features no futuro.
Nossa colaboração seguia o ritmo do Scrum, com sprints de duas semanas. Eu entregava protótipos de alta fidelidade no Figma, que serviam como fonte da verdade para a equipe, garantindo que o design e o desenvolvimento estivessem sempre em perfeita sincronia.
Resultados e aprendizados 👍
Embora eu não tenha tido acesso às métricas de longo prazo após o término da minha colaboração, o projeto foi um sucesso em seus objetivos imediatos:
• Validação positiva: o novo design foi recebido com entusiasmo pelos stakeholders e obteve feedback excelente nos testes de usabilidade, sendo consistentemente descrito como “muito mais fácil” e “intuitivo”.
• Eficiência de desenvolvimento: a equipe de desenvolvimento relatou uma melhora significativa na velocidade de implementação graças à clareza da documentação.
Meus principais aprendizados neste projeto foram:
• Desafiar hipóteses iniciais: a pesquisa com usuários nos deu a confiança para pivotar da ideia original de “rede social” para uma solução muito mais focada e eficaz.
• Organização como acelerador de negócios: vi na prática como um bom sistema de design não é apenas sobre estética, mas sobre eficiência operacional e escalabilidade do produto.
• A importância da prototipação para a comunicação: protótipos de alta fidelidade eliminaram a ambiguidade e serviram como a linguagem comum entre design e engenharia, tornando nossa colaboração ágil e eficiente.
Que tal uma olhadinha no protótipo? ☺️
Conheça algumas páginas do projeto!
Caso não consiga visualizar, acesse aqui
